Ubisoft Enfrenta Processo por Reivindicações de Propriedade de The Crew

Jan 21,26

A Ubisoft mantém que a compra de um jogo não confere aos jogadores "direitos de propriedade absolutos", mas sim uma "licença restrita para acessar o conteúdo."

A declaração da empresa segue sua tentativa de contestarem uma ação judicial movida por dois jogadores insatisfeitos de The Crew que processaram após a Ubisoft descontinuar o título de corrida original no ano passado.

A versão de 2014 de The Crew tornou-se completamente inacessível. Nem cópias físicas nem digitais podem ser compradas ou jogadas de qualquer forma, pois os servidores foram permanentemente desativados até março de 2024.

A Ubisoft implementou modos offline para The Crew 2 e sua sequência The Crew: Motorfest, mas não tomou tal ação para o jogo original.

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No final do ano passado, dois jogadores processaram a Ubisoft, alegando que acreditavam estar "pagando pela propriedade permanente de The Crew, e não por direitos de acesso temporário."

"É como comprar um fliperama e depois descobrir que seus componentes críticos foram removidos - as alavancas desapareceram, os amortecedores sumiram, o display de pontuação desapareceu", afirmou a queixa original.

Como reportado pelo Polygon, os reclamantes acusaram a Ubisoft de violar as leis de proteção ao consumidor da Califórnia referentes a propaganda enganosa, concorrência desleal, além de alegações de "fraude e quebra de garantia". Eles também citaram os regulamentos californianos de cartão-presente que proíbem datas de expiração.

Os reclamantes apresentaram evidências mostrando que o código de ativação do jogo tinha um período de validade estendendo-se até 2099, o que eles interpretaram como uma garantia de jogabilidade "até essa data e além."

Como era de se esperar, a Ubisoft contesta essas alegações.

"Os reclamantes alegam ter comprado cópias físicas esperando acesso perpétuo. Eles ainda criticam a Ubisoft por não fornecer uma solução offline quando os servidores foram fechados", respondeu a equipe jurídica da Ubisoft.

"A alegação central - de que a Ubisoft deturpou os termos da licença como direitos de propriedade - contradiz os acordos de compra explícitos que claramente afirmavam que os consumidores estavam adquirindo licenças de acesso."

A resposta observa que as embalagens do Xbox e PlayStation incluíam "avisos proeminentes em letras maiúsculas" sobre possíveis descontinuações de recursos online com aviso de 30 dias.

A Ubisoft moveu para que o caso seja julgado improcedente. Se proceder, os reclamantes solicitam um julgamento por júri.

Plataformas digitais como o Steam agora exibem avisos mais claros sobre a compra de licenças em vez de propriedade, seguindo a legislação californiana que exige tais divulgações.

Embora essa lei melhore a transparência, ela não impede que as empresas revoguem o acesso - apenas garante que os consumidores entendam melhor os termos de compra antecipadamente.

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